• Armazém na Estrada

Primavera de cinzas

Atualizado: Mar 12

por Valter Moraes


Quão triste estamos,

Na ausência das cores da

Primavera colorida de flores,

Poluindo o ar que respiramos,

A terra cinza não combina com

Humanos.


Quão triste estamos,

Nas cinzas sufocantes

Descolorindo a estação do

Primeiro verão (primo vera)

Proibida de se manifestar pelas

Mãos estapafúrdias da

Insensatez.


Quão triste estamos,

Vendo a importância da

Natureza em cinzas, no lugar

Das flores que antes enfeitavam

A morte para a morte não ser

Triste.


Quão triste estamos,

Com o sofrimento da flora e da

Fauna chorando o seu

Assassinato, 

Chorando o aniquilamento da

Beleza colorida das flores e

Seus aromas, o aniquilamento

De vidas que importam,

De vidas que correm e voam

Trazendo alegrias,

Diversificando a terra e

Equilibrando a natureza na luta

Pela sobrevivência.


Assassinaram a terra

Acinzentando a vida,

Impuseram o cinza das cinzas

Da destruição.


Valter Moraes é poeta, filósofo e comunista.


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