• Armazém na Estrada

Corpo humano

Atualizado: Mar 12

por Almeida Martins


Corpo humano

Oxigênio vem tragando

E de pouco em pouco deteriorando

Multiplicador celular

De tanto produzir

Pode um dia falhar Química nas veias

Atitudes devaneia

Consequências provará

Coração bate-bate

Taquicardia na carne

Sangue não pode parar

Mais um ano se passa

Mais uma peça desgasta

Sem lugar para comprar

Corpo humano

Tão frágil quanto o canto

De um gago a cantar

O fígado corre

Quando tomamos um porre

O álcool tem que vazar

Mais um remédio eu tomo

Conserta um defeito

E coloca outro no lugar


E o que sobra depois?

Um mente parada

E um corpo sem voz

Só vive a ideia

A virtude e o bem

Que fizemos a alguém

Que se lembra de nós

Mais um ano se passa

Mais uma peça se encaixa Atitudes de graça

Em um corpo imperfeito

Para alunos sem êxito

Em um mundo sem jeito

Uma escola perfeita

Almeida Martins é uma cara simplista com olhar instintivo no cotidiano.

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