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Amor correspondido

um poema por Clarisse da Costa


Arte digital: Clarisse da Costa

Eu só quis sorrir junto.

Eu não queria passar

a minha vida sozinha.

Eu queria colo e o afago das mãos

para acalentar os meus choros.

Não estava sendo nada fácil.

Eu queria encontrar o meu caminho.

Cansei de amar sozinha.

Você chegou e mudou a realidade do meu amor.

O meu destino agora

só tem sentido com você.

O coração faz até graça

de tanta felicidade.

Meus cabelos têm até vida.

O vento na minha nuca

é como poesia em sopro.

Confesso, eu estou cheia

de expectativa.

Dá até medo,

mas eu não vou olhar para trás.

Vou seguir em frente.

Eu te amo.

Não tem como negar. Nem disfarçar.

É visível em mim.

E já que você disse que me ama

eu vou fundo nessa história de amor.

Eu preciso sentir o seu abraço.

O meu amor tem razões óbvias

para te amar.

Não me peça para ficar longe,

eu já me acostumei com a sua presença.

Quando o dia amanhece

tudo que eu quero é falar com você.

Você conhece o meu sorriso.

Sabe do meu olhar.

Você me percebe.

Finalmente eu posso dizer que

o meu amor é correspondido.


Poema integrante do livro HIPER-GRAFIA (Editora IpêAmarelo), publicação conjunta de Clarisse da Costa e Samuel da Costa. Para adquirir, clique aqui!


Clarisse da Costa é poetisa e cronista em Biguaçu-SC

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