• Armazém na Estrada

A Sirene

um poema por Lodônio de Poiri


Sim, pensei em nós (cometi esse derradeiro pecado) no exato momento da simulação. Aulas e aulas e técnicas e métodos para o socorro e proteção de bichinhos e velhinhas e crianças... E sim, pensei em nós! Quando soar a Sirene (eles disseram) bengalas beijando o solo gatos trupicando em muros netos de Jó adoçando seus uivos irritantes minhocas agitadas perante galinhas inertes é preciso priorizar o socorro e a proteção Quando a Sirene soar (disseram eles) não se pode hebetar empale as pulsões afogue os desejos aflore a impassibilidade Mas... onde estarás tu?! (eles não disseram) O céu ainda é vazio! E pensando em ti prossigo feliz enquanto a Sirene inexiste

Lodônio de Poiri é poeta e escritor.

Um epicurista anarquista e vice-versa


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