• Armazém na Estrada

O grande silêncio das poesias

um ensaio por Valter Moraes



O silêncio da noite é o grande universo dos momentos silenciosos das poesias.

Ela está estática, inerte apenas na sua aparência, mas no fundo da sua poética ela medita com os olhos fechados para fluir magistralmente nos tímpanos das aves e voa nos corações cognoscíveis das vivências.


Dorme nos momentos oníricos de seus versos embalados nos mares suaves dos ventos, trazendo-a para a realidade concreta da filosofia nos caminhos do amar o bom, o belo estético das alegrias.


E no vagar perdido do abstracionismo culto nos labirintos dos versos, ouve-se a valsa transcendente movendo-se em direção ao universo com o gesto maestral das liberdades aladas.


Pergunta-se na fluidez da poesia sobre a solidão e a saudade, abraça-se no peito holístico do ser temporal as incongruências no limite da mitologia, expande-se a historicidade poética no beijo poetizado dos sóis e das luas.


A poesia no seu apanágio, na sua singularidade, traz a pluralidade para o teatro perene no silêncio dialético das histórias dos povos, resgata a leveza do ser, pisando forte os corações amenos das vidas.


A poesia é uma revolução entrelaçada com o historicismo dos sentimentos revolucionários, hegemonizados na dinâmica germinativa dos versos solidários, singrando os mares em suas asas.


Valter Moraes é poeta, filósofo e comunista.

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