• Armazém na Estrada

A saída do Malandro

Atualizado: Mar 12

por Lodônio de Poiri

Fonte: www.usp.br/cje/jorwiki/exibir.php


a João Antônio, consagro

este poema-reportagem

corpo-a-corpo com a vida








“Ninguém precisava dizer que aquilo era uma” quinta-feira...

Joãozinho da Babilônia e cada Leão de Chácara

marcaram prontidão frente à Casa de Loucos

oferecendo escolta aos malandros:

Malagueta, Perus e Bacanaço; Paulinho Perna-torta;

e até o Meninão do Caixote.

Eu vou pensativo, contemplativo,

sempre em constante Afinação da Arte de Chutar Tampinhas...

O taco quebrou; A bola caiu; A roda desfaz.

Morre o Valete de Copos.

Porém, sempre permanecerá o conto: corpo-a-corpo com a vida.

Mesmo fragilizada, a Malhação do Judas Carioca revelou pecados.

A malandragem golava o adeus.

“Então, o menino foi para junto do muro e urinou”.



Lodônio de Poiri é poeta e escritor. Um epicurista anarquista e vice-versa


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